Minha experiência com a amamentação

Primeiro eu prometo que vou escrever mais de NYC sim. Mas nesse momento da minha vida, quero poder dividir algumas experiencias da maternidade também. Na semana passada contei como foi o meu parto e foi muito bom poder dividir isso com vocês. A resposta foi linda e gratificante. Essa semana pensei em contar como foi a amamentação pra mim. Sem julgamentos, sem comparações, sem certo ou errado, a experiência e os motivos de cada um são únicos e tem de ser respeitados. Assim é que eu penso.

Eu sabia que queria amamentar e assim pensei a gravidez toda. Eu imaginava meu bebê nascendo, vindo pro meu colo e depois de um tempo mamando, pegando no meu peito como um campeão esfomeado. Mas como eu contei no post passado, apesar de ter tido o parto que queria, o D não veio direto pro meu colo e não ficou no quarto comigo durante a nossa estadia no hospital. Eu acho isso dificultou a amamentação.

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Na UTI eles o alimentaram com fórmula, apesar de eu estar tirando o colostro e indo na UTI frequentemente para tentar amamentá-lo, não era a mesma coisa. Não é a mesma coisa tentar amamentar seu bebê pela primeira vez em volta de vários outros bebês que são praticamente do tamanho da palma da sua mão, que nasceram muito antes da hora, que estavam respirando por aparelhos. Naquela hora eu só agradecia que meu filho estava muito bem, respirando sozinho e só estava lá pra ser monitorado mesmo. Eu não estava me importanto que estavam dando fórmula pra ele. Eu queria ele forte e saudável pra gente poder ir pra casa e pronto! E foi assim, fomos pra casa e eu ia me virar quando chegasse lá.

Chegando em casa foi outra história! Estava perdida, ninguém tinha me ajudado com o que fazer na amamentação em casa, ninguém tinha me dado nenhuma dica no hospital. O Dylan havia decidido não pegar no meu peito e pronto, já tinha feito a confusão de bico. Eu tentava por períodos longos, a cada duas horas, daí tinha que tirar leite com a bombinha e dar pra ele na mamadeira com fórmula pra complementar. E assim foi a nossa primeira semana. Muito choro (tanto dele como meu), sem dormir nada, uma exaustão que eu não consigo explicar e eu continuei tentando, modificando, mas nada adiantava.

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Seis dias depois que ele nasceu, fomos para o pediatra mais uma vez (já tinhamos ido antes) para fazer mais um teste de icterícia e dessa vez o teste deu muito elevado e tívemos que ir direto para o hospital para interná-lo. Meu coração partiu em mil pedacinho de um jeito que eu não tenho como explicar! Eu sei que isso é algo normal, mas quando é o filho da gente é diferente, né. Os médicos disseram que ele precisava mamar muito pra poder eliminar a bilirrubina do corpo, ou seja, tinha que fazer muito xixi e cocô. Ali, eu tinha decidido não forçar ele a pegar mais no peito. Demos muita fórmula e não tiramos ele da fototerapia. Ao invés de ficar 48hrs no hospital como os médicos haviam previsto, em menos de 24hrs o nível estava mais do que normal e ele estava pronto pra vir pra casa.

Foi ali, logo antes de sair e vir pra casa que eu tentei uma última vez (na minha cabeça) amamentar. Apareceu do nada uma lactation consultant que me deu um bico de silicone (como eu não tinha pensando nisso antes??) e disse pra eu tentar. O D, sem trabalho algum pegou no meu peito e ficou, juro, 40 minutos mamando sem parar. Fórmula? Nunca mais precisamos depois desse dia. Bico de silicone? Usei por uns bons dois meses antes de conseguir tirar e treinar ele pra pegar no meu peito.

Com o bico de silicone o fluxo de leite fica bem devagar, então nos primeiros dois meses do D eu ficava uma hora mais ou menos amamentando ele. Não foi fácil, mas nunca doeu também. Confesso que várias vezes pensei em parar, por conveniencia mesmo. Não é fácil, a gente fica presa, não podia fazer nada. Amamentar em público era complicado porque eu tinha que ficar colocando e tirando o bico do meu peito. Mas os dois meses passaram e o bico de silicone também.

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Hoje, com quatro meses e meio, o Dylan ainda está exclusivamente no meu peito. Ele está super eficiente e mama bem rapidinho. Já fiquei com os seios inchados, mega doloridos, mas o ato de amamentar nunca doeu, graças a Deus. Hoje eu adoro amamentar e quero poder fazer por um bom tempo ainda. Hoje eu consigo amamentar em público sem estress. Hoje eu consigo ver que tinha me informado sobre tudo, menos amamentação. Hoje eu vejo que a fórmula salvou a nossa primeira semana, foi necessária e não vejo nada de errado em dar esse leitinho para os nossos bebês.  Hoje, apesar de estar muito feliz em amamentar exclusivamente, vejo que mãe é mãe não interessa de onde o leite vem.

Leitinho é leitinho quando é dado com amor. 🙂

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12 comentários sobre “Minha experiência com a amamentação

  1. Lindo relato e as fotos dizem tudo! Não existe ninguém no mundo que quer melhor o seu filho que a própria mãe! São escolhas que fazemos para o bem dos nossos bebês! Nessas horas o que mais importa é o bem estar dele. A prova disso é ele hoje mamando e vc feliz por proporcionar isso à ele! Para mim amamentar foi uma das experiências mais marcantes desde que me tornei mãe! Parabéns!! Beijos!!

  2. Obrigada por dividir esses momentos e experiências! Também concordo que o bem estar e nutrição dos nossos filhos tem que estar em primeiro lugar! Bjos

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