Terrible Twos e um Segredo

Confesso que, secretamente eu sabia, mas não queria acreditar que essa fase de terrible twos era tão difícil assim. Confesso que, secretamente, eu achava que meu filho ia pular essa fase, seria tranquila e bonita. Mas claro que não é, ele nem tem dois anos ainda e claramente já está nessa fase delícia. Mas esse não é o meu segredo…

Quando estávamos viajando tivemos um episódio que eu não sabia que se contaria no blog ou não. Foi no último dia, quando estávamos nos preparando pra ir pro aeroporto e voltar pra NYC. O Dylan já estava tendo uma manhã meio difícil e sem concordar com nada. Estávamos no lobby do hotel e meu marido saiu pra ir buscar o carro que estava no estacionamento aberto e nós esperaríamos ele ali. Foi aí que o mundo acabou pro Dylan!

Ele, claro, queria ir com o “Dada” dele e a resposta foi não. Estava frio e nevando lá fora, carros e caminhões indo e vindo e eu segurando na mão dele enquanto ele gritava e chorava (dispenso aqui as mães que me falarem que os filhos nunca fizeram nada parecido, haha). Eu segurando a mão dele firme pra ele não sair correndo e ele se joga no chão como um “peso morto”. Continuou chorando e gritando, eu tentando acalmá-lo e pegá-lo no colo. O Rob chegou e eu consegui pegar ele no colo para ir para o carro.

Quando ele finalmente estava no meu colo, ainda chorando, eu notei que ele não mexia o braço que eu estava segurando quando ele se jogou no chão.  Naquele momento eu só pensei uma coisa: Quebrei o braço (ou pulso, ou mão, o dedo) do meu  filho! Como assim? Eu tentando protegê-lo e quebro o menino? Coloquei ele no carseat chorando, sentei e contei pro meu marido o que havia acontecido.

Depois de cinco minutos chorando muito no carro, o Dylan dormiu soluçando e sem ninguém poder relar no braço dele que ele faria um escândalo. O braço parecia normal, nada estava vermelho, roxo, azul, preto, mas ninguém podia chegar perto. Se ele dormiu rápido assim, além de muito cansado, nada deveria estar quebrado, certo? Nós não queríamos perder o nosso vôo que era direto e só tem um vôo direto de Jackson pra NYC por semana, então fomos pro aeroporto.

Chegando lá, o Dylan acordou e ninguém ainda podia relar no braço dele. Eu estava me sentindo horrível e a pior mãe da história. Estávamos pra embarcar logo e eu decidi dar um Tylenol pra ele. Alguns minutos depois, eu com ele no colo deitadinho e triste no meu ombro, ele olha pra mim e pede pra descer. Deixei ele descer e ele começou a correr e a brincar no aeroporto, como se NADA tivesse acontecido! Como se as últimas duas horas não tivessem existido. O braço? Mexendo normalmente e eu aliviada.  O vôo acabou sendo tranquilo, com uma criança feliz, brincando, comendo, conversando e tudo que tem direito.

Sinceramente, eu não sei bem o aconteceu, mas sei que essa fase de terrible twos não é fácil pra eles e muito menos pra gente. Como pais, estamos sempre tentando fazer a coisa certa, sempre tentando confortá-los, sempre tentando acertar quando vamos disciplinar essas crianças. Essa última semana foi cansativa, o Dylan teve inúmeros tantrums por razão nenhuma ou por todas as razões que você possa imaginar.

Eu fico do lado dele, deixo ele chorar toda a frustração que ele ainda não consegue colocar em palavras, explico que estou ali do lado e que ele não pode ter tudo que quer, na hora que quer. Ofereço um abraço que às vezes ele recusa e assim a gente vai levando, uns dias ótimos e outros frustrantes para todo mundo. Eu aprendendo a escolher as minhas batalhas com ele e colocando na balança o que vale a pena se estressar ou não.  Os limites são pra ele e são pra mim. Os terrible two quem passa são eles e a gente também, e a maternidade não precisa ser um martírio e uma guerra diária.

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Um comentário sobre “Terrible Twos e um Segredo

  1. Quase chorei com o post… fiquei engasgada!! B passou bem por essa fase mas agora que está quase fazendo 3, percebo que ele se impõe mais… quando acontece eu peço para ele ir para o quarto se acalmar e depois conversamos… ele vai para um canto e uns minutos depois ele volta como se nada tivesse acontecido. Na rua aconteceu uma vez dele começar a chorar por nada… peguei ele no colo aos berros e levei para um canto. Coloquei ele no chão e sentei no chão ao lado dele e não falei nada. Passou… e do nada ele me chamou e me puxou pelo braço para continuarmos andando… não é fácil, mas se mantermos a calma, passamos essa calma para eles… bjs!

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